Kratos invadiu a DC! A história de God of War que muitos não conhecem

Muito antes do reboot nórdico, Kratos estrelou uma HQ publicada sob o selo da DC Comics. Veja o que aconteceu.

God of War, Kratos, DC

Muita gente associa o universo de God of War apenas aos jogos da Sony, mas poucos sabem que a franquia também ganhou uma minissérie oficial de quadrinhos ambientada na era da mitologia grega.

Publicada em seis edições, a HQ funcionou como uma expansão direta do universo de Kratos, trazendo novos detalhes sobre seu passado e aprofundando eventos apenas mencionados nos games.

Na época, o projeto reuniu nomes de peso da indústria: roteiro de Marv Wolfman, arte de Andrea Sorrentino e capas assinadas por Andy Park, veterano que também trabalhou nos jogos da série.

Os cinco primeiros capítulos foram lançados pela WildStorm, selo que na época pertencia à DC Comics. Com o fechamento da WildStorm no fim de 2010, a edição final acabou sendo publicada diretamente pela DC.

A estratégia de lançamento coincidiu com a chegada de God of War III em março daquele ano, funcionando como material complementar para fãs que queriam mais histórias do Fantasma de Esparta.

A trama se passa após Kratos derrotar Ares e assumir o manto de Deus da Guerra. Mesmo ocupando o posto divino, o espartano embarca em uma missão pessoal: localizar e destruir a lendária Ambrosia de Asclépio, um elixir de propriedades curativas extraordinárias.

A narrativa alterna entre presente e passado, usando flashbacks para mostrar uma antiga expedição do guerreiro em busca do mesmo artefato. Essas memórias revelam um lado mais humano de Kratos.

Uma jornada ao passado

No passado, ele partiu em missão para salvar sua filha recém-nascida, Calliope, que estava à beira da morte por causa de uma peste. Com prazo até a próxima lua cheia, o então general lidera uma tropa espartana rumo à mítica Árvore da Vida, fonte da Ambrosia.

Durante a jornada, ele recebe conselhos do capitão Nikos sobre honra e dever, elementos centrais da cultura de Esparta. Enquanto isso, os deuses do Olimpo transformam a busca em um jogo cruel.

Figuras como Hades, Hermes e Poseidon apostam entre si, cada um escolhendo campeões para disputar o artefato. Kratos elimina vários desses rivais ao longo do caminho, incluindo Herodius e Pothia, enquanto enfrenta monstros enviados para impedi-lo.

A situação escala quando o bárbaro Alrik passa a disputar a Ambrosia com o espartano. Após confrontos brutais envolvendo criaturas gigantes e traições divinas, Kratos finalmente recupera o elixir e salva Calliope, além de consolidar sua posição entre os espartanos.

Contudo, o conflito planta as sementes de uma rivalidade futura que continuaria a assombrá-lo. No presente da HQ, Kratos retorna à ilha para destruir definitivamente a Ambrosia e impedir que seguidores de Ares usem o artefato para ressuscitar o antigo deus.

Um final épico, como sempre

A missão o coloca contra novas ameaças, incluindo uma aranha colossal e até os cadáveres reanimados de antigos aliados, mais uma tentativa desesperada de Hades para detê-lo. A revelação final eleva a escala da história: a ilha da Árvore da Vida é, na verdade, o gigante do caos Gyges.

O confronto culmina na destruição da fonte da Ambrosia com o Fogo de Apolo, encerrando a ameaça de uma vez por todas e conectando a HQ ao tom trágico característico da franquia. Na época do lançamento, a recepção foi dividida.

Parte da crítica elogiou o roteiro de Wolfman, enquanto outros apontaram falhas de coerência. A arte de Sorrentino também dividiu opiniões: alguns acharam o visual “turvo”, enquanto outros destacaram a atmosfera sombria como um dos pontos fortes.

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Mesmo sem status de obra essencial, a HQ acabou ganhando valor entre fãs mais dedicados da franquia. Hoje, ela é vista como uma curiosidade interessante da era grega de Kratos. Mas e você, já leu essa história? Comente abaixo e fique por dentro do Legado da DC!

“Nunca se comprometa, nem mesmo diante do armageddon.”
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