Lobo de Jason Momoa pode ser beneficiado por grande franquia da Marvel

A presença de Jason Momoa como Lobo em Supergirl acendeu um alerta interessante entre os fãs do Universo DC. Não apenas pela escolha do ator, mas pelo momento específico em que o personagem chega ao cinema.
Em um cenário moldado pelo sucesso de figuras irreverentes, violentas e sem filtro, o Maioral pode acabar sendo um dos maiores beneficiados de uma tendência que a Marvel ajudou a consolidar com Deadpool.
Desde sua estreia nos cinemas em 2016, o mercenário tagarela mostrou que existe um público fiel, e numeroso, disposto a abraçar personagens que quebram a quarta parede, abusam do humor ácido, da violência estilizada e da completa falta de decoro.
Deadpool não apenas deu certo nas bilheterias: ele ajudou a formar uma base de espectadores que amam humor escrachado e violência estilizada em filmes de super-herói. É justamente nesse espaço que o Lobo encontra terreno fértil para funcionar.
Criado para ser o oposto de tudo o que era “certinho” nos quadrinhos dos anos 80 e 90, Lobo sempre foi um personagem exagerado, politicamente incorreto, brutal e orgulhosamente caótico. Um anti-herói que ri da própria violência e trata o universo como uma grande piada cósmica.

Em outras palavras: ele conversa diretamente com o mesmo público que transformou Deadpool em um fenômeno. A diferença é que, agora, o universo compartilhado da DC tem James Gunn no comando criativo.
Gunn nunca escondeu sua preferência por personagens marginais, debochados e emocionalmente disfuncionais. Foi assim com Guardiões da Galáxia, foi assim com O Esquadrão Suicida e Pacificador.
Seu histórico deixa claro que ele entende como equilibrar humor sujo, violência cartunesca e coração — exatamente o tipo de mistura que pode fazer o Lobo funcionar fora do nicho dos quadrinhos.
Mesmo surgindo inicialmente como coadjuvante em Supergirl, o personagem pode acabar roubando a cena se for bem trabalhado. Esse tipo de recepção já aconteceu antes, tanto na Marvel quanto na própria DC, quando personagens secundários conquistaram o público a ponto de justificarem projetos solo.
E aqui entra o fator Jason Momoa. Carismático, fisicamente imponente e confortável em papéis exagerados, Momoa parece uma escolha pensada não apenas para uma participação pontual, mas para testar a aceitação do personagem junto ao grande público.
Se a resposta for positiva, especialmente entre fãs que já consomem esse tipo de anti-herói irreverente, a possibilidade de uma saga solo do Lobo deixa de ser devaneio e passa a ser estratégia.
No fim das contas, Deadpool pode não ter apenas aberto espaço para personagens fora do padrão na Marvel, mas também ajudado a pavimentar o caminho para que a DC aposte sem medo em figuras como o Lobo.
E, sob a supervisão de James Gunn, esse caminho parece mais viável do que nunca. Se o público já provou que ama personagens boca suja, violentos e autoconscientes, talvez a pergunta não seja se o Lobo ganhará um filme solo, mas quando.
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