Sim, Lanterna Verde 2 existiu — só que não foi nos cinemas
O filme de 2011 não encerrou a história de Hal Jordan. A DC lançou uma continuação oficial que muita gente desconhece até hoje.

Muita gente ainda acredita que Lanterna Verde de 2011 terminou ali, como um projeto isolado que nunca ganhou continuação. Mas isso não é totalmente verdade. De forma silenciosa, e fora dos cinemas, o filme sim recebeu uma sequência oficial.
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No entanto, ela aconteceu no mundo dos videogames. Pouco depois da estreia do longa estrelado por Ryan Reynolds, a Warner lançou Green Lantern: Rise of the Manhunters, um jogo diretamente conectado ao universo do filme.
O game foi concebido como uma extensão narrativa do filme. A proposta era clara: mostrar o que acontece após os eventos do longa, funcionando, na prática, como uma continuação. Infelizmente, o jogo não está mais disponível nas lojas oficiais.
Uma sequência fora das telas
Na trama do jogo, Hal Jordan já está estabelecido como Lanterna Verde e enfrenta uma nova ameaça em escala intergaláctica: os Manhunters, androides criados pelos Guardiões do Universo que se voltam contra seus próprios mestres.
Essa escolha não foi aleatória. Nas HQs, os Manhunters fazem parte da mitologia central dos Lanternas Verdes e ajudam a aprofundar o debate sobre autoridade, falhas dos Guardiões e o peso do poder absoluto, temas que o filme apenas tocou de leve.
Narrativamente, o jogo assume que o público já conhece Hal, Oa e a Tropa. Não há recontagem da origem. A história avança, expande o universo e apresenta conflitos inéditos, algo típico de uma sequência direta.
Desenvolvimento e ambição
O jogo foi desenvolvido pela Double Helix Games, estúdio que na época trabalhava com grandes licenças. A Warner supervisionou de perto o projeto, garantindo coerência visual e narrativa com o longa-metragem.
Ryan Reynolds retornou para dublar Hal Jordan, assim como outros atores do elenco original, o que reforça ainda mais o caráter canônico da experiência. Visualmente, o jogo manteve o design do traje, dos construtos e de Oa exatamente como vistos no cinema.
A gameplay apostou em um estilo de ação em terceira pessoa, com foco em combate corpo a corpo e uso criativo do anel. O jogador podia criar construtos variados, como martelos, metralhadoras, lâminas e escudos, tudo alimentado pela força de vontade do personagem.
Onde o jogo acertou — e onde falhou
Em termos de conceito, o jogo tinha uma base sólida. Ele entregava aquilo que muitos fãs queriam ver em uma continuação: mais espaço, mais ameaças cósmicas e mais exploração do papel de Hal como Lanterna. Por outro lado, a execução dividiu opiniões.
A crítica especializada apontou repetição de combates, variedade limitada de inimigos e uma progressão um pouco engessada. Ainda assim, o uso do anel e a fidelidade ao universo do filme foram elogiados.
Entre os fãs, a recepção foi mista, mas curiosa. Muitos só descobriram anos depois que o jogo não era apenas um produto licenciado, e sim uma continuação narrativa oficial do filme.
Uma sequência esquecida
Com o fracasso comercial e crítico de Lanterna Verde nos cinemas, a Warner engavetou planos para um segundo filme. Isso acabou ofuscando completamente o jogo, que ficou preso à imagem negativa do longa, mesmo tentando expandir seus acertos.
Hoje, Rise of the Manhunters funciona quase como uma linha do tempo alternativa: um vislumbre do que poderia ter sido um universo cinematográfico do Lanterna Verde mais desenvolvido, só que contado pelos controles.
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No fim, o filme pode não ter ganhado uma sequência nos cinemas, mas ganhou uma sequência oficial que muita gente nem sabe que existe. Mas e você, conhecia essa continuação? Comente abaixo e fique por dentro do Legado da DC!
