Coringa 3 deve sair do papel após a compra da Warner pela Netflix?

A nova era da Warner sob a Netflix trouxe especulações imediatas. Mas será que Coringa 3 estará nos planos?

Coringa 2: O que real e o que é imaginação do Arthur no filme

Desde o lançamento de Coringa: Delírio a Dois, a possibilidade de um terceiro filme passou a ser tratada com cada vez mais cautela. Oficialmente, não existe qualquer sugestão de que um terceiro filme desenvolvido.

Não há qualquer tipo de anúncios por parte da Warner ou movimentações internas que indiquem a continuidade dessa linha narrativa. Todd Phillips, diretor responsável pelos dois longas, sempre deixou claro que enxergava a história de Arthur Fleck como um arco fechado.

Desde o início, a proposta era contar uma trajetória específica, com começo, meio e fim bem definidos, sem a intenção de transformar o personagem em uma franquia tradicional. Essa visão fica ainda mais evidente com o encerramento de Coringa: Delírio a Dois.

O destino de Arthur é conclusivo, o que praticamente elimina qualquer possibilidade de retorno de Joaquin Phoenix ao papel. Sem o protagonista que deu identidade e profundidade à obra, um terceiro filme perderia seu principal eixo criativo.

Outro elemento determinante é o desempenho financeiro da sequência. Diferente do primeiro Coringa, que se tornou um fenômeno global, Coringa: Delírio a Dois teve uma bilheteria muito abaixo do esperado, sendo amplamente classificado como um fracasso comercial.

O contraste entre os dois filmes pesou diretamente na percepção do estúdio sobre o futuro da marca. Em Hollywood, resultados financeiros moldam decisões criativas, especialmente quando se trata de produções de grande orçamento.

Um projeto autoral, ousado e caro como esse dificilmente ganharia continuidade após um retorno tão aquém do previsto, tornando Coringa 3 um investimento pouco atraente. Além disso, não há indícios de interesse por parte dos principais envolvidos.

Tempos atrás, Todd Phillips já sinalizou que sente ter dito tudo o que queria com esses dois filmes, enquanto Joaquin Phoenix nunca demonstrou vontade de transformar o personagem em algo recorrente ou serializado.

Ainda assim, Delírio a Dois deixa uma ideia conceitual no ar: o Coringa como símbolo, não como indivíduo. A noção de que o caos e a influência de Arthur podem sobreviver à sua morte abre espaço para interpretações, mas não necessariamente para uma continuação direta.

Essa abordagem funciona mais como um comentário temático sobre a natureza do personagem do que como um gancho narrativo tradicional. Não há promessas explícitas de futuro, apenas a sugestão de que Gotham continuará lidando com as consequências daquele legado.

Mesmo com a compra da Warner Bros. Discovery pela Netflix, um terceiro longa da franquia dificilmente avançaria. O entrave principal não é distribuição ou alcance, mas a ausência total de um projeto criativo viável.

Sem roteiro, sem direção definida e sem o envolvimento dos nomes que deram identidade à saga de Arthur Fleck, não haveria base para justificar a produção. Um novo filme soaria mais como um produto derivado do que como continuação legítima.

No fim, Coringa 3 permanece como uma hipótese distante. Entre o encerramento definitivo da história, o flop de Coringa: Delírio a Dois e a falta de entusiasmo criativo dos responsáveis, tudo indica que a saga foi pensada para terminar exatamente onde terminou.

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