Batman: O Retorno tem uma continuação secreta que poucos fãs sabem

Nem todos os fãs sabem, mas um dos maiores fracassos da DC guarda uma conexão surpreendente com Batman: O Retorno.

Batman, Michael Keaton, DC

À primeira vista, Mulher-Gato parece completamente desligado de Batman: O Retorno. Ainda assim, um detalhe cuidadosamente escondido no filme sugere que essa separação talvez não seja tão absoluta quanto parece.

Por isso, ao longo dos anos, muitos fãs passaram a interpretar o longa de 2004 como uma espécie de continuação secreta do universo criado por Tim Burton. Para entender essa leitura, é preciso voltar ao desenvolvimento original do projeto.

Logo após Batman: O Retorno, a Warner Bros. Pictures iniciou planos concretos para um spin-off centrado na anti-heroína. Naquele momento, Michelle Pfeiffer retornaria ao papel em uma história conectada ao que o público já conhecia.

O conceito inicial preservava o DNA visual e temático dos filmes de Burton. A ideia mantinha o tom gótico, a atmosfera sombria e a ambiguidade psicológica que marcaram a versão de Pfeiffer.

Assim, o longa solo funcionaria como uma continuação natural daquele mesmo universo, aprofundando o destino da personagem após os eventos do filme de 1992. Entretanto, o rumo do projeto mudou drasticamente quando Burton se afastou da franquia do Batman.

Sem sua presença criativa, o estúdio passou a reavaliar toda a proposta do spin-off. Com o tempo, o filme entrou em um ciclo turbulento de reescritas e mudanças conceituais que acabaram distanciando o projeto de sua forma original.

Gradualmente, a ideia de continuidade direta foi abandonada. A produção optou por reinventar a personagem, criando nova protagonista e nova origem. Foi nesse cenário que Halle Berry assumiu o papel principal, dando vida a uma Mulher-Gato totalmente diferente.

O projeto foi completamente reformulado

Apesar dessa reformulação profunda, um vestígio do plano antigo sobreviveu no corte final. Em determinado momento da narrativa, a personagem de Berry decide investigar o passado das Mulheres-Gato que existiram antes dela.

A sequência funciona como um mergulho histórico dentro do próprio mito da personagem. Durante essa investigação, ela analisa arquivos, fotografias e registros de antigas portadoras do manto. Entre essas imagens, surge rapidamente uma referência direta à Mulher-Gato vivida por Pfeiffer.

O momento é breve, mas claro o suficiente para indicar que aquela versão existiu naquele mesmo mundo. Esse detalhe ganha ainda mais curiosidade quando lembramos da recepção do filme.

Na época do lançamento, o longa enfrentou forte rejeição da crítica e desempenho decepcionante nas bilheterias. O longa acabou ficando marcado como um dos projetos mais problemáticos da DC no cinema.

Curiosamente, porém, a percepção do público tem mudado com o passar dos anos. Hoje, parte dos fãs revisita o filme com um olhar mais brando, valorizando seu estilo peculiar e seu status quase cult.

Nesse novo contexto, os fãs passaram a observar com mais carinho pequenos elementos, como a conexão com a versão de Pfeiffer. Oficialmente, o estúdio nunca tratou o filme como sequência direta de Batman: O Retorno.

Ainda assim, a liigação permanece lá, silencioso e provocativo, alimentando teorias até hoje. E talvez seja justamente essa ambiguidade que mantenha viva a curiosidade em torno do longa.

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