O DCEU vai chegando ao fim tendo produzido mais fracassos do que sucessos

É oficial: a maior parte dos filmes do DCEU foram grandes fracassos nas bilheterias. Saiba quais são os únicos sucessos de bilheteria da combalida franquia.

O DCEU vai chegando ao fim tendo produzido mais fracassos do que sucessos

É oficial: a maior parte dos filmes do DCEU foram grandes fracassos nas bilheterias. Saiba quais são os únicos sucessos de bilheteria da combalida franquia.

O DCEU vai chegando ao fim tendo produzido mais fracassos do que sucessos
UM FESTIVAL DE FLOPS
Imagem: Reprodução | Divulgação
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Depois de 10 anos totalmente instáveis, a franquia mais polêmica de Hollywood vai chegando ao seu inevitável fim. O DC Extended Universe, antes a grande aposta da Warner para competir com o Marvel Cinematic Universe, acabou se tornando uma fonte quase inesgotável de problemas e dor de cabeça em Hollywood.




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Assim, conforme o fim do DCEU se aproxima, uma coisa é notável: boa parte dos 14 filmes que compõem a “saga” fracassaram, seja com a crítica, na bilheteria ou, em muitos casos, nos dois quesitos.

Por isso, separamos os longas da franquia em categorias, indo dos mais bem sucedidos aos maiores desastres. Confira!


Os sucessos incontestáveis

Aquaman

Aquaman (2018)

Estreia: dezembro de 2018
Bilheteria nos EUA: US$ 335.061.807
Bilheteria internacional: US$ 813.400.000
Bilheteria global: US$ 1.148.461.807


Único filme bilionário da franquia, Aquaman é até hoje a maior bilheteria global para um filme baseado nos quadrinhos da DC, à frente de O Cavaleiro das Trevas, O Cavaleiro das Trevas Ressurge e Coringa. Um dos motivos para isso foi seu sucesso monumental na China, onde o longa arrecadou quase US$ 300 milhões, conquistados no ápice da “mania” dos chineses por super-heróis americanos.

Sim, a abertura do filme não foi das melhores, mas em seguida ele conquistou a audiência durante os feriados de fim de ano por ser o grande blockbuster de ação e fantasia daquele Natal, um posto ocupado em outros anos por franquias como Star Wars, O Senhor dos Anéis/O Hobbit e Avatar.


Aquaman transportou a audiência para um universo fantástico, e foi recompensado com uma bilheteria que o DCEU não veria novamente. Os lucros para a Warner foram grandes: US$ 260,5 milhões segundo o Deadline.

Mulher-Maravilha

Mulher-Maravilha (2017)

Estreia: junho de 2017
Bilheteria nos EUA: US$ 412.563.408
Bilheteria internacional: US$ 409.283.604
Bilheteria global: US$ 821.847.012

Após a recepção negativa da crítica de O Homem de Aço, Batman vs Superman e Esquadrão Suicida (mais sobre isso aí embaixo), o mundo do entretenimento estava desconfiado de Mulher-Maravilha. Será que a DC desagradaria novamente?

Felizmente para a franquia, Mulher-Maravilha acabou recebendo uma surpreendente aclamação da crítica. O longa conquistou o público e, nos EUA, teve uma carreira longa e bem sucedida, saindo de uma abertura fraca (US$ 103 milhões) e chegando a um total acima dos US$ 400 milhões, acima de blockbusters do MCU, como Homem de Ferro 3, Capitão América: Guerra Civil e Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, cujos primeiros fins de semana foram muito maiores que o de Diana Prince.

Tendo faturado mais de US$ 820 milhões global, Mulher-Maravilha trouxe imensos US$ 252,9 milhões de lucro para a Warner Bros, de acordo com o Deadline.

Com Mulher-Maravilha, o DCEU ganhou uma heroína bem recebida por público e crítica que poderia ser o rosto da franquia. Os fãs poderiam ter fé de que os adorados personagens da DC estariam em boas mãos e só teríamos adaptações dignas de agora para a frente… certo?

Errado, pois os anos seguintes seriam tão ou mais difíceis do que os que os precederam.

Custou pouco e deu lucro mesmo com um faturamento menor

Shazam!

Shazam (2019)

Estreia: abril de 2019
Bilheteria nos EUA: US$ 140.371.656
Bilheteria internacional: US$ 225.600.000
Bilheteria global: US$ 365.971.656

A premissa do herói Shazam/Capitão Marvel, cujas aventuras são publicadas nos quadrinhos desde os anos 1940, é cinematográfica por natureza: uma criança que se transforma em um super-herói adulto. Depois do sucesso de produções como Quero Ser Grande, na década de 1980, é de se surpreender que a Warner tenha demorado tanto tempo para produzir um filme do personagem.

Em 2019, finalmente Shazam! estreou, e foi recebido com boas críticas. Entretanto, sua bilheteria não foi exatamente das mais inspiradoras: US$ 140,4 milhões nos EUA/Canadá (partindo de uma abertura de US$ 53,5 milhões) e US$ 225,6 milhões em outros países, totalizando US$ 366 milhões globalmente. Na época, foi a menor bilheteria do DCEU até então.

Um dos motivos para isso foi a proximidade do lançamento de Shazam! com dois fortes blockbusters da Marvel: Capitã Marvel (US$ 1.13 bilhão global) e Vingadores: Ultimato (US$ 2.8 bilhões). Uma vez que este último chegou demolindo recordes nas bilheterias, o longa da DC acabou totalmente ignorado, praticamente encerrando sua carreira após menos de um mês em cartaz.

Ainda assim, a WB quis tentar algo um pouco diferente com Shazam!: um filme de orçamento menor, menos dependente de efeitos especiais caríssimos, e que portanto não precisasse faturar horrores nas bilheterias apenas para dar lucro. A aposta deu certo e, segundo o Deadline, Shazam! rendeu um lucro de US$ 74 milhões.

Foi o suficiente para o estúdio autorizar uma continuação – que, como você verá aí embaixo, fracassou de todos os modos possíveis.

Agradou o público, mas não a crítica

Esquadrão Suicida

Esquadrão Suicida (2016)

Estreia: agosto de 2016
Bilheteria nos EUA: US$ 325.100.054
Bilheteria internacional: US$ 421.746.840
Bilheteria global: US$ 746.846.894

O que acontece quando um estúdio entra em pânico e tenta transformar um filme naquilo que os executivos acham que agradará mais ao público, e no processo fazem uma lambança ainda maior? Exatamente o que houve com Esquadrão Suicida.

Numa tentativa de tornar o filme mais colorido, bem-humorado e no “estilo Marvel” que a Warner desesperadamente tentava alcançar, Esquadrão Suicida acabou “sequestrado” pelo estúdio, que lançou um corte totalmente diferente do pretendido pelo diretor David Ayer. O resultado foi um fiasco com a crítica e mais um golpe contra a reputação da WB e da DC, mas pelo menos um sucesso de bilheteria e (quem diria?) um Oscar.

A um custo de US$ 175 milhões, Esquadrão Suicida faturou US$ 746 milhões global, gerando um lucro de US$ 158 milhões para a WB.

Estrearam bem, porém caíram rápido demais

Batman vs Superman: A Origem da Justiça

Batman vs Superman: A Origem da Justiça (2016)

Estreia: março de 2016
Bilheteria nos EUA: US$ 330.360.194
Bilheteria internacional: US$ 543.274.725
Bilheteria global: US$ 873.634.919

Batman vs Superman: A Origem da Justiça foi um dos filmes mais aguardados da década passada, antecipado com tamanha ansiedade pelos fãs e carregando tantas responsabilidades nas costas (iniciar um universo compartilhado baseado na DC, apresentar um novo Batman menos de quatro anos após o filme anterior do personagem, introduzir personagens essenciais na mitologia, ser uma adaptação convincente de quadrinhos icônicos, etc) que dificilmente poderia corresponder à todas as expectativas.

Ainda assim, e a despeito das críticas terríveis que o longa recebeu poucos dias antes da abertura, o público compareceu em peso no primeiro fim de semana: sua abertura foi de US$ 166 milhões nos EUA (na época, a oitava maior da história) e US$ 422,5 milhões global (quinta maior da história até então).

Entretanto, após o festival de críticas negativas e péssimo boca a boca, Batman vs Superman simplesmente desmoronou após a estreia e sofreu uma queda histórica no segundo fim de semana, da qual não se recuperou. Tanto na bilheteria americana quanto na global, BvS decaiu com impressionante rapidez, tornando-se, nos EUA, o filme de abertura acima de US$ 100 milhões de pior desempenho após o primeiro fim de semana – ou seja, com as menores legs.

Sim, apesar do orçamento monstruoso (US$ 263 milhões), Batman vs Superman gerou um lucro de US$ 106 milhões para a Warner. É a segunda maior bilheteria global do DCEU. Mas as críticas ruins e a aparente rejeição do público (explicitada pelas quedas gigantescas) fizeram a WB perder a confiança no projeto de Snyder e tentar uma mudança de curso – que só piorou a situação.

O Homem de Aço

O Homem de Aço (2013)

Estreia: junho de 2013
Bilheteria nos EUA: US$ 291.045.518
Bilheteria internacional: US$ 377.000.000
Bilheteria global: US$ 668.045.518

Anos antes de Batman vs Superman, O Homem de Aço passaria por uma trajetória similar à de sua sequência. Antecipadíssimo pelos fãs, um dos blockbusters mais aguardados de 2013, o glorioso retorno do Superman às telas após décadas de filmes mal recebidos…

Com tamanho hype, O Homem de Aço conquistou o que na época foi o maior fim de semana de abertura para o mês de junho na bilheteria americana, com US$ 116,6 milhões (recorde este que seria quebrado dois anos depois por Jurassic World).

Porém, a resposta dos críticos surpreendeu a todos no mundo do entretenimento por sua negatividade: 56% no Rotten Tomatoes, bem inferior ao que deveria ser “o Batman Begins do Superman”. Com isso, o longa despencou 68% na segunda semana frente a outros concorrentes fortes como Universidade Monstros e Guerra Mundial Z.

No fim das contas, O Homem de Aço conquistou “apenas” US$ 668 milhões global (sendo US$ 291 milhões nos EUA e US$ 377 milhões fora), o que ainda foi o suficiente para render um lucro de US$ 42,7 milhões para o estúdio.

Ainda assim, a recepção controversa entre a audiência e a crítica preocupou a Warner, estabelecendo um padrão que seria seguido nos anos seguintes, sempre em detrimento para o estúdio.

Custaram muito caro e, por isso, deviam ter faturado muito mais

Liga da Justiça

Liga da Justiça (2017)

Estreia: novembro de 2017
Bilheteria nos EUA: US$ 229.024.295
Bilheteria internacional: US$ 428.900.000
Bilheteria global: US$ 657.924.295

Provavelmente uma das histórias mais problemáticas de Hollywood, a versão de cinema de Liga da Justiça é um filme mais lembrado pelas controvérsias de bastidores do que por suas qualidades – o que se torna uma noção deprimente quando lembramos que esta foi a primeira (e, até agora, única) vez em que a equipe de super-heróis mais icônica da história foi levada para a telona.

A complicada trajetória do longa às salas já é bem conhecida: desconfiados de Zack Snyder após a fraca recepção de BvS, os executivos da Warner aproveitaram uma terrível tragédia familiar para afastar o diretor e substituí-lo por Joss Whedon, que mudou completamente o tom do longa para deixá-lo mais parecido com os de seus dois massivamente bem sucedidos filmes dos Vingadores na Marvel. O orçamento subiu para US$ 300 milhões e os engravatados forçaram uma duração de apenas duas horas, bem como um lançamento para o final de 2017 apesar de Liga da Justiça necessitar mais tempo para ser finalizado, apenas para que eles pudessem embolsar milhões de dólares em bônus antes da Time-Warner ser absorvida pela AT&T.

O resultado foi uma produção que desagradou a todos: os fãs dos filmes anteriores de Snyder torceram o nariz para a nova visão de Whedon, e os espectadores de longas de super-heróis não compareceram, com o filme saindo de cartaz com US$ 658 milhões global – um valor terrível considerando seu altíssimo custo.

Segundo o Deadline, seu prejuízo para o estúdio foi de US$ 60 milhões. E isso poucos meses antes que a rival Marvel lançasse dois sucessos históricos consecutivos: Pantera Negra e Vingadores: Guerra Infinita.

No fim das contas, Liga da Justiça poderia ter faturado muito mais se não fosse tanto drama por trás das cenas. Aliás, um filme do icônico supergrupo deveria ter sido um evento por si próprio, digno de um blockbuster dos Vingadores. Em vez disso, o filme faturou menos do que Doutor Estranho, qualquer live-action do Homem-Aranha e as duas produções dos Guardiões da Galáxia.

Um vexame histórico. E, para desespero da Warner, a situação do DCEU não iria melhorar muito dali em diante.

Adão Negro

Adão Negro (2022)

Estreia: outubro de 2022
Bilheteria nos EUA: US$ 168.152.111
Bilheteria internacional: US$ 225.100.000
Bilheteria global: US$ 393.252.111

Lançado em um momento distinto do DCEU, Adão Negro foi um fracasso igualmente trágico para as ambições da franquia.

Dwayne “The Rock” Johnson esteve ligado ao personagem por anos, apesar do ator ser especialista em protagonistas carismáticos e não vilões, como era o caso do Adão Negro das HQs. Assim, conforme ele ficou mais e mais famoso na década passada, Johnson alcançou influência o suficiente para convencer o estúdio de que o personagem deveria estrelar seu próprio filme, ao invés de ser o antagonista de Shazam!.

Porém, em meio ao caos vivido pela Warner, The Rock aproveitou a oportunidade para refazer o DCEU com ele próprio no centro. Ele trouxe o Superman de Henry Cavill de volta, com o objetivo de que a narrativa caminhasse para um confronto entre os dois. Era a melhor forma de Johnson garantir seu lugar numa franquia estabelecida em filmes de super-herói, que era o que o público atual gostava de ver no cinema, certo?

Errado. Adão Negro não conseguiu chegar nem a US$ 400 milhões na bilheteria global. Sua abertura foi decente, tanto nos EUA quanto fora, mas seu total ficou abaixo do que seria desejado para que o filme desse lucro. Além disso, as críticas (mais uma vez) foram pavorosas.

Na confusão, alguns relatórios divulgados pela mídia até diziam que o filme seria lucrativo, porém hoje suspeita-se de que tenha sido Johnson e seu time teriam vazado dados financeiros incorretos sobre o longa.

No fim das contas, Adão Negro não é nem um flop tão grande quanto outros filmes desse artigo, mas também não foi o sucesso que reiniciaria o DCEU.

Fracassaram, mas com uma (grande) ajuda da COVID-19

O Esquadrão Suicida

O Esquadrão Suicida (2021)

Estreia: agosto de 2021
Bilheteria nos EUA: US$ 55.817.425
Bilheteria internacional: US$ 112.900.000
Bilheteria global: US$ 168.717.425

Depois de ser catapultado para o primeiro escalão de Hollywood com o imenso sucesso dos dois Guardiões da Galáxia, a carreira de James Gunn parecia ter chegado ao fim quando usuários do Twitter resgataram antigos tweets seus com piadas cruéis sobre assuntos delicados. Despedido pela Disney, Gunn encontrou um novo lar na Warner Bros, que lhe ofereceu um longa na DC.

O resultado foi este O Esquadrão Suicida, um filme cujas críticas foram muito melhores que as de seu antecessor de 2016, mas a bilheteria foi infinitamente inferior. Sem a presença de um astro do calibre de Will Smith ou de um vilão icônico como o Coringa, e ainda proibido para menores, o filme de James Gunn passou longe de ser “o Guardiões da Galáxia da DC”, especialmente no quesito bilheteria.

Porém, ainda houve um outro fator que prejudicou O Esquadrão Suicida: a pandemia de Covid 19. Em agosto de 2021, enquanto o mundo tentava voltar à normalidade e os cinemas se esforçavam para atrair o espectador de volta, o longa foi lançado simultaneamente nos cinemas e na HBO Max, uma tentativa do ex-CEO da Warner Jason Kilar de turbinar as assinaturas do serviço em um momento difícil para a indústria do entretenimento.

Ainda assim, mesmo se tivesse sido lançado em condições normais, é duvidoso de se sua bilheteria teria sido muito melhor.

Mulher-Maravilha 1984

Mulher-Maravilha 1984 (2020)

Estreia: dezembro de 2020
Bilheteria nos EUA: US$ 46.801.036
Bilheteria internacional: US$ 122.800.000
Bilheteria global: US$ 169.601.036

Hoje em dia isso pode ser difícil de acreditar, mas houve uma época em que Mulher-Maravilha 1984 foi um dos lançamentos mais aguardados da temporada de 2020 e prometia uma ótima bilheteria.

Porém, o coronavírus encarregou-se de destruir as pretensões do longa comandado por Patty Jenkins. A pandemia de Covid-19 atingiu níveis globais no início de 2020 e obrigou os estúdios a adiarem indefinidamente seus lançamentos daquele ano. Nos meses que se seguiram, conforme os cinemas iam lentamente reabrindo, um dilema se abateu sobre os estúdios: lançar seus maiores blockbusters no cinema e ajudar os exibidores a não morrerem de fome, ou esperar uma reabertura maior que parecia nunca chegar?

O primeiro blockbuster pós-pandêmico veio da própria Warner: o thriller de Christopher Nolan Tenet. Porém, seus resultados foram prejudicados ainda mais pelo fato dos cinemas de Nova York e Los Angeles (os dois maiores mercados dos EUA) estarem fechados e sua bilheteria não foi nem um pouco inspiradora.

Finalmente, a Warner bateu o martelo: sua maior esperança de grandes bilheterias de 2020, Mulher-Maravilha 1984 sairia em dezembro daquele ano, porém simultaneamente nos poucos cinemas que estiverem abertos e no streaming.

Previsivelmente, a bilheteria do filme foi minúscula, embora, curiosamente, ele tenha faturado mais fora do mercado doméstico do que O Esquadrão Suicida, o que só mostra a falta de apelo internacional que o longa de James Gunn possuía.

De toda forma, creio que seja seguro dizer que, em ambos os casos, mais pessoas viram esses dois filmes em casa, seja legal ou ilegalmente, do que no cinema.

Os fracassos absolutos

The Flash

The Flash (2023)

Estreia: junho de 2023
Bilheteria nos EUA: US$ 108.133.313
Bilheteria internacional: US$ 160.400.000
Bilheteria global: US$ 268.533.313

É quase inconcebível que um filme baseado num dos personagens mais icônicos da DC tenha tido tanta dificuldade para chegar aos cinemas. Anunciado em 2014 como parte dos novos filmes que iriam compor o universo compartilhado da DC, The Flash era para ter estreado em março de 2018 caso tudo tivesse saído conforme o planejado.

Entretanto, um vem e vai de diretores e a própria bagunça que se tornou a gestão do DCEU acabaram fazendo com que o longa chegasse mais de cinco anos depois de sua data pretendida. O que era para ser o longa que apresentaria o Barry Allen da franquia em uma aventura solo acabou ganhando uma importância ainda maior quando ele foi escolhido para fazer um soft reboot do DCEU que substituiria Ben Affleck por Michael Keaton como Batman e o Superman de Henry Cavill pela Supergirl de Sasha Calle. Quando Gunn assumiu a franquia e decidiu rebootá-la por completo, mais mudanças tiveram que ser feitas no corte final.

E isso sem falar nos atos criminosos de Ezra Miller, intérprete do protagonista, que contribuíram para desgastar ainda mais a imagem do filme junto a opinião pública. Quando o longa já estava pronto para ser lançado, nem mesmo Gunn dizendo que se tratava de “um dos melhores filmes de super-heróis da história” ajudou a convencer a audiência.

O resultado fala por si só: uma bilheteria medíocre, entre as menores do DCEU, tanto nos EUA quanto fora. Na América do Norte, The Flash conseguiu a façanha de faturar menos que outro fiasco DCnauta, Lanterna Verde (US$ 116 milhões) – e olha que o longa estrelado por Ryan Reynolds foi lançado em 2011, quando o preço dos ingressos era bem diferente do atual.

Antes o principal lançamento da Warner para o ano, The Flash fez o estúdio perder muito dinheiro e a DC mais uma vez foi desmoralizada perante o público. Felizmente para a Warner, Barbie se tornou sua maior bilheteria da história, o que ajuda a compensar pelo festival de fracassos de super-heróis.

Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa

Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa (2020)

Estreia: fevereiro de 2020
Bilheteria nos EUA: US$ 84.158.461
Bilheteria internacional: US$ 121.200.000
Bilheteria global: US$ 205.358.461

Quando Aves de Rapina estreou, foi recebido com números bastante fracos para os padrões de então da DC. Isso pegou a todos de surpresa pois, na época, a marca vinha de dois sucessos bilionários em menos de 12 meses (Aquaman e Coringa), portanto, a DC já era quase tão popular quanto a Marvel… certo?

Em retrospecto, Aves de Rapina acabou sendo o arauto de uma era de fiascos para a DC. Afora Batman, que não faz parte do DCEU, foram nada menos que sete fracassos consecutivos da DC de lá para cá, alguns dos quais já apareceram neste texto e outros que estão logo abaixo.

E não são flops no estilo Liga da Justiça, cujos US$ 658 milhões filmes como The Flash e o próprio Aves de Rapina adorariam faturar. Não, estamos falando de sete longas que sequer conseguiram chegar aos US$ 400 milhões global, e com alguns ficando abaixo até dos US$ 200 milhões.

E no caso de Aves não dá nem para culpar a pandemia, pois quando os cinemas começaram a fechar nos EUA a carreira do filme já tinha praticamente terminado.

No fim das contas, Aves de Rapina foi uma tentativa equivocada de capitalizar em cima da popularidade da Arlequina de Margot Robbie, mas que cometeu o pecado capital de ser proibido para menores, impedindo que milhões de garotas que adoram a personagem de ver seu primeiro filme solo nos cinemas. Uma decisão que custou muito dinheiro à Warner.

Shazam! Fúria dos Deuses

Shazam! Fúria dos Deuses (2023)

Estreia: março de 2023
Bilheteria nos EUA: US$ 57.638.006
Bilheteria internacional: US$ 76.200.000
Bilheteria global: US$ 133.838.006

Um dos maiores fracassos de bilheteria não só da história da DC e dos filmes de super-heróis como também do cinema como um todo. Shazam! Fúria dos Deuses é o pesadelo de qualquer produtor de Hollywood: a sequência que custa mais caro mas que tem bilheteria menor e recepção crítica pior que a de seu bem recebido antecessor, enterrando uma franquia antes promissora.

E olha que não é como se a Warner tivesse abandonado o longa, pelo contrário: o estúdio fez de tudo para que ele fosse bem nas bilheterias. Adiou-o de dezembro de 2022, onde teria que enfrentar Avatar: O Caminho da Água, para março do ano seguinte e revelou nos trailers que a Mulher-Maravilha de Gal Gadot faria uma participação especial.

Tudo em vão, pois no fim das contas o longa simplesmente não conseguiu criar hype algum entre os fãs e os espectadores de filmes de heróis. Recebido com total indiferença, Fúria dos Deuses foi um fracasso histórico, arrecadando durante toda a sua carreira na bilheteria global menos do que o primeiro Shazam! faturou em seu primeiro fim de semana.

Mas quem sabe ele não teria alcançado uma bilheteria melhor se o Adão Negro de Dwayne Johnson fosse o principal antagonista e não as esquecíveis personagens de Helen Mirren, Lucy Liu e Rachel Zegler?

Besouro Azul

Besouro Azul (2023)

Estreia: agosto de 2023
Bilheteria nos EUA: US$ 67.877.923
Bilheteria internacional: US$ 53.100.000
Bilheteria global: US$ 120.977.923

Dentre os últimos fiascos da DC, Besouro Azul foi o que teve as melhores críticas. Isso foi uma das principais razões pela qual ele não decaiu com tanta rapidez após a estreia quanto The Flash ou Fúria dos Deuses: partindo de uma estreia vergonhosa na bilheteria americana de US$ 25 milhões, o longa tem até o momento em que este artigo é escrito quase US$ 68 milhões nos EUA, acima de Fúria dos Deuses, O Esquadrão Suicida e Mulher-Maravilha 1984.

É um sinal de que Besouro Azul foi bem recebido pela audiência nos EUA (e também no Brasil), indicando que esta versão do personagem tem grande chance de voltar num futuro próximo, se não num filme solo, então ao menos como participação especial em algum outro longa da DC.

Dito isso, se nos Estados Unidos ao menos o filme não morreu após a fraca estreia, fora de lá sua bilheteria foi pavorosa. Besouro Azul arrecadou apenas US$ 53 milhões nos mercados internacionais, e na verdade os únicos países afora os EUA que não ignoraram o filme por completo foram o México e o Brasil.

E aí está um de seus problemas: ao tentar retratar fielmente a cultura latina (ou melhor, mexicana), Besouro Azul acabou não sendo nada além de mais um filme de heróis comum para quem não se enxerga na representação cultural do longa. Ele saiu como “um longa qualquer de quadrinhos”, do tipo que a audiência já viu aos montes desde o início da década.

É quase o contrário de Viva: A Vida é uma Festa, uma animação da Pixar que celebrava a cultura mexicana, porém não só abordava temas comuns a toda a humanidade e ainda oferecia um espetáculo único. Por conta disso, tornou-se a maior bilheteria para um longa da Pixar na China, com quase US$ 190 milhões (um valor bem acima da média para uma animação hollywoodiana no país).

Enfim, o saldo do DCEU até seus últimos momentos é este: os sucessos foram escassos, e em muitos casos com elementos preocupantes (fraca recepção crítica, competição com o blockbuster mais aguardado do século, quedas mortais após a estreia), e os fracassos foram muitos, com a grande maioria concentrada de 2020 em diante.

E isso sem falar nos incontáveis problemas de bastidores, indefinição sobre os rumos da franquia, alienação dos fãs…

Por outro lado, o DCEU ao menos entrará para a história como o primeiro projeto cinematográfico que ousou combinar em um mesmo mundo diferentes heróis e vilões do universo DC, ao contrário dos longas mais antigos, em que Batman e Superman habitavam mundos separados. Foi a primeira vez que vimos nas telonas ícones de décadas nos quadrinhos como a Mulher-Maravilha, Aquaman, Flash, Shazam, Arlequina, e isso sem falar nas marcantes interpretações de Henry Cavill e Ben Affleck.

Portanto, é deprimente que este universo não tenha atingido todo o seu potencial na telona e em vez disso tenha sido prejudicado por incontáveis problemas nos bastidores.

Será que o DCU de James Gunn vai triunfar onde o DCEU fracassou? Deixe seu comentário aí embaixo!

[fonte: Box Office Mojo, Deadline]

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Você Comentou Este Artigo
  1. João Guilherme disse:

    Bom.. Não tem nem o que falar sobre esse universo que a DC tentou fazer na minha opinião a culpa é da Warner Bros que não sabe fazer nada só estragando os últimos filmes.

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