Poucos fãs lembram, mas esse foi o crime mais cruel do Coringa

Entre tantos atos brutais, um crime específico do Coringa foi longe demais e até fez o Batman questionar seu próprio código moral.

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Coringa é, sem dúvida, um dos antagonistas mais cruéis e imprevisíveis do universo dos quadrinhos. Ao longo das décadas, ele cometeu crimes que vão muito além de simples assaltos ou ataques.

Sua violência frequentemente ultrapassa qualquer limite racional, espalhando o caos por Gotham e deixando cicatrizes que não atingem apenas a cidade, mas também aqueles que cruzam seu caminho.

Enquanto muitos lembram do Príncipe Palhaço do Crime por matar ou torturar personagens icônicos, existe um crime menos comentado, mas talvez mais assustador, que ele já cometeu nos quadrinhos.

Ao invés de simplesmente agir por caos, Coringa criou uma situação que desafiou a própria moral do Batman e testou os limites de sua resistência mental. Existem várias histórias em que ele ultrapassa qualquer linha imaginável.

Em Batman: A Morte em Família, por exemplo, ele emboscou e matou Jason Todd, o segundo Robin, causando uma dor emocional que ecoou por anos. Este episódio é lembrado como um dos piores da história do herói.

Outro momento perturbador aparece em A Piada Mortal, onde o vilão não só atira contra Barbara Gordon mas também usa as consequências disso para torturar pessoalmente o Comissário Gordon.

O pior de todos os crimes

Talvez isso explique por que um dos atos mais cruéis do Coringa raramente é lembrado. Em uma cena perturbadora de Detective Comics #741, ele se coloca diante de uma sala cheia de bebês, usando uma criança nos braços como escudo humano para impedir qualquer reação armada.

Ao perceber a hesitação de Sarah, o vilão age sem aviso. Ele arremessa um dos bebês em sua direção, forçando uma resposta instintiva. No exato momento em que ela baixa a arma para salvar a criança, o Coringa aproveita a abertura e atira.

Esse crime acontece durante um dos períodos mais caóticos da história de Gotham. Após um terremoto devastador, a cidade foi praticamente apagada do mapa, dando origem ao evento conhecido como Terra de Ninguém, com milhares de mortos e bairros inteiros reduzidos a ruínas.

Enquanto vários vilões disputavam violentamente o controle do que restou da cidade, Coringa simplesmente desapareceu. Para ele, Gotham não valia o esforço naquele estado. Só quando Batman retornou, tentando reconstruir algum senso de ordem, o palhaço decidiu agir novamente.

O assassinato de Sarah Essen-Gordon foi rápido, frio e brutal. Para muitos leitores, o impacto dessa cena supera até mesmo ataques mais famosos do personagem, justamente pela crueldade psicológica envolvida.

Ao longo de sua história, Coringa já tentou envenenar Gotham, espalhou sua toxina pelo Asilo Arkham e destruiu incontáveis vidas ligadas ao Batman. Ainda assim, a morte de Sarah costuma ficar fora da memória coletiva dos fãs. Talvez porque, dessa vez, algo realmente mudou.

A polícia cercou o prédio após o disparo. Sem alternativas, o Coringa simplesmente se entregou, como se o ato em si já tivesse sido suficiente. Pouco depois, Jim Gordon chegou ao local e recebeu a notícia da morte da esposa.

Diante de colegas, heróis e do próprio Batman, ele perdeu o controle e espancou o Coringa, apontando a arma para sua cabeça em seguida. Ali, Gordon declarou que o vilão havia ultrapassado todos os limites e precisava morrer.

Batman quase foi ao limite

O mais chocante não foi apenas a fala, mas o fato de Batman não contestar. Pela primeira vez, ele admitiu que talvez Gordon estivesse certo. A regra de não matar sempre foi inegociável para o Cavaleiro das Trevas.

Nem mesmo quando o Coringa baleou e paralisou Barbara Gordon, ou quando ele assassinou brutalmente Jason Todd, Batman cruzou essa linha de forma definitiva. Mas naquele momento, após o colapso de Gotham e a execução fria de Sarah, algo finalmente se rompeu.

Batman não interferiu. Ele deixou a decisão nas mãos de Jim Gordon. No fim, Gordon optou por atirar no joelho do Coringa, poupando sua vida. Para ele, Gotham não poderia ser reconstruída sobre uma execução, mesmo diante de um crime imperdoável.

Essa escolha partiu unicamente de Gordon, já que Batman deixou claro que não o impediria. Ainda assim, surpreende que um ato tão extremo, capaz de levar o próprio Batman a admitir que o Coringa merecia morrer, seja tão pouco lembrado.

Com tantos crimes grandiosos e planos absurdos ao longo dos anos, é fácil esse assassinato se perder no meio de histórias ainda mais extravagantes. O Coringa já atacou heróis, cidades inteiras e até o mundo.

Mas nenhuma dessas ações levou Batman tão perto de quebrar seu maior código moral. Foi a morte de Sarah, simples, direta e cruel, que finalmente mostrou até onde o Coringa conseguiu chegar.

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“Nunca se comprometa, nem mesmo diante do armageddon.”
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