Zack Snyder vai trocar DC pela Marvel? Diretor já revelou seu projeto escolhido
Caso consiga dirigir um projeto na Marvel, Zack Snyder afirmou que escolheria adaptar uma graphic novel bastante específica.

Em 2026, o mercado de super-heróis vive um momento de reequilíbrio criativo, com estúdios priorizando um maior controle sobre suas franquias. Depois de anos de expansão acelerada, a indústria agora aposta em estratégias mais calculadas.
Nesse cenário, uma antiga declaração de Zack Snyder reacendeu debates entre fãs da Marvel e da DC. Conhecido por seu estilo visual marcante e por adaptações densas de quadrinhos, Snyder construiu sua reputação com projetos como 300 e Watchmen.
Mais tarde, ele assumiu a responsabilidade de iniciar o antigo universo compartilhado da DC nos cinemas. Anos depois, o diretor ainda mobilizaria uma campanha histórica que culminou no lançamento de Liga da Justiça de Zack Snyder.
Desde então, porém, seu caminho se afastou das grandes franquias de super-heróis nos cinemas, ao menos oficialmente. Mesmo assim, uma entrevista concedida anos atrás ao ComicBook Debate continua relevante.
Snyder foi questionado sobre qual personagem da Marvel ele escolheria adaptar caso tivesse liberdade criativa total. Em vez de optar por nomes mais populares, sua escolha foi Elektra Vive, obra escrita e ilustrada por Frank Miller nos anos 90:
Eu escolheria Elektra Vive. Você conhece aquela história em quadrinhos do Frank Miller? É uma graphic novel sobre Elektra. Demolidor está tendo esses sonhos sobre Elektra voltando à vida, e é muito legal e estranho… É simplesmente legal e lindo. Isso é o que eu faria. Ninguém se importa, mas é o que eu faria.
Para quem conhece o cineasta, a declaração resume bem o tipo de material que atrai Snyder. A narrativa mergulha profundamente no psicológico de Demolidor e explora simbolismos intensos envolvendo Elektra.
A trama combina espiritualidade, violência estilizada e sequências oníricas que desafiam o público tradicional. Além disso, trabalha a culpa e a obsessão do herói de maneira introspectiva, algo que dialoga com a filmografia contemplativa de Snyder.
Em 2026, no entanto, o contexto da Marvel é bem diferente daquele em que a declaração foi feita. A Marvel Studios consolidou um modelo criativo ainda mais centralizado após ajustes estratégicos realizados nos últimos anos. O retorno definitivo do Demolidor ao MCU simboliza essa nova fase.
A franquia do Demolidor voltou com força ao MCU
Com Demolidor: Renascido, o estúdio integrou formalmente o personagem ao universo principal e reorganizou sua linha de histórias urbanas. Charlie Cox reassumiu o papel após participações em Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa e Mulher-Hulk: Defensora de Heróis.
O movimento sinalizou que a empresa pretendia preservar o que funcionou anteriormente. Ao mesmo tempo, Vincent D’Onofrio consolidou o Rei do Crime após reaparecer no MCU e antagonizar a série do Demolidor na Disney +.
A continuidade do elenco formado pela Netflix reforçou o compromisso com estabilidade narrativa. Diante desse panorama, a possibilidade de Snyder assumir uma adaptação independente de Elektra Vive parece distante.
O estúdio prioriza coesão interna e alinhamento criativo, algo que raramente combina com visões totalmente autorais. Ainda assim, a simples ideia continua intrigante para parte do público, principalmente para aqueles que gostam de Elseworlds.
Afinal, imaginar a estética operística do diretor aplicada a uma história tão psicológica quanto essa permanece como um daqueles “e se?” que alimentam discussões entre fãs. Mas e você, o que acha de tudo isso? Comente abaixo e fique por dentro do Legado da DC!